O que é melhor em Belém?? (...e adjacências)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Pequena Peruana

Por Paola Caracciolo
Vinha eu a seguir meu caminho pelo bairro de São Braz, com medo da chuva que estava por vir e tentando desviar o olhar do sol forte das 13h. Para enganar a fome, havia comprado um pacote de jujubas, que eu devoro em cerca de meio minuto, então não faz muita diferença no final. Ali na Castelo, entre José Malcher e Magalhães eu caminhava reclamando da fome e do calor, quando duas mulheres pararam próximo a uma senhora bem baixinha. Vendo que as duas faziam gestos negativos, pensei “com certeza eu serei a próxima a ser abordada”, e assim foi. A senhora, que aparentava ter uns 40 anos, me perguntou (em um castelhano rasgado e tão rápido que eu quase não conseguia entender) onde ficava a igreja mais próxima.
“A senhora fala da igreja dos capuchinhos?”, perguntei. Ela não sabia, só dizia que era uma igreja na qual lecionavam vários cursos; ora, na igreja dos capuchinhos deveriam ter cursos, sempre há cursos lá, além disso era a igreja mais próxima. “Olhe, não fica muito longe... vamos que eu deixo a senhora lá”.
No caminho, ela me perguntava várias coisas. Perguntou se eu morava por lá, respondi que morava em um bairro próximo (no caso, o Guamá); perguntou se eu estudava, onde eu estudava, o que eu estudava e ficou surpresa quando eu disse que me concluiria o curso de jornalismo ano que vem. “Usted es una chica espierta!”, ela dizia, sempre atenta ao que eu falava, e para as ruas que eu descrevia. Expliquei porque se chamava igreja dos Capuchinhos, expliquei sobre a importância do forró para a universidade e para os estudantes, expliquei que era possível conhecer pessoas de outros lugares por meio da Internet. Seu nome era Sofia. Era uma peruana espertinha, que vinha com um par de sapatos nos pés e segurando outro par, pois ela tinha andado tanto que os sapatos quebraram...
Chegando perto dos Capuchinhos, ela me perguntou se eu namorava, eu disse que não. Perguntou se eu estava gostando de alguém, eu disse que sim. Ela então disse que já tinha namorado por carta uma vez, e que o cara era um perfeito pilantra.
- Cuidado com quem você namora. Os homens são maus, são desonestos, difícil é encontrar um homem bom hoje em dia. Quando você pensa que são bons, eles te enganam. Na sua universidade existem homens bonitos?
-Sim, existem.
- E algum homem bonito já te atraiu?
-Sim, mas não me importo muito com a beleza. A beleza vem com a convivência.
- Então você namoraria com um homem feio?
- Sim... por que não?
- Mentira. Duvido que se entre um homem feio e um bonito você escolheria o feio. Porque por mais que a gente diga que não se importa, a beleza sempre falará mais alto.
- Isso é.
Chegando à igreja dos Capuchinhos, não havia cursos lá. Era a igreja errada, ela procurava a paróquia São José de Queluz, que ficava na direção oposta à que ela estava andando (por isso pensei que viesse para os Capuchinhos), no bairro de Canudos.
- Você me enganou! Sabe que eu não sei andar por esse bairro e me trouxe ao lugar errado. Vim andando de lá da Pedreira e meus pés doem, estou com fome, meus olhos estão tão ofuscados que quase não consigo enxergar.
Me senti muito idiota nessa hora, admito.
- Calma, senhora. Posso levar a senhora à essa igreja, vamos pra lá.
- Não quero, me leva pra 1º de “deciembre”, moro na Mariz e Barros, não agüento mais andar.
Fomos rumo à José Bonifácio, já estávamos ali em frente à capela do Berço de Belém. Ela não tinha dinheiro para o ônibus, então me ofereci pra levar ela lá em Queluz. No caminho, olhávamos as pessoas andando, ela prestava atenção em cada uma delas, mesmo que ninguém a notasse, em meio à correria do horário de almoço. Ela questionou o fato dos homens paraenses serem baixinhos. Ela era mais baixinha do que eu, que tenho 1,56m.
- Fiquei muito chateada com você, pensei que fosse minha amiga, mas você me enganou. Estou muito desgostosa por isso. Agora estou cansada e quero ir pra casa.
- Eu disse que não foi minha intenção, se a senhora tivesse me explicado melhor como fez agora, eu não tinha levado à senhora lá, entenda que não fiz por mal... olhe, pra senhora ver que não estava querendo lhe enganar, vamos pegar um ônibus e eu lhe deixo lá.
- Não quero, quero ir pra casa, não agüento mais dar um passo sequer.
Ela estava cansada, realmente. Comprei uma paçoca pra trocar o dinheiro, dei a paçoca e mais dois reais pra ela pegar o Satélite.
- Você não vai comer isso?
- Não, pode comer.
- Mas você não almoçou ainda, está com fome.
- Vou comer em casa, já lhe disse que moro aqui perto, pode comer.
Sorri pra ela, e ela sorriu pra mim.
- Obrigada por tudo, graças a Deus encontrei você, mesmo que tenha me enganado, foi bom.
- De nada, foi bom ter encontrado a senhora também, me diverti e aprendi coisas legais. Às vezes, Deus faz isso conosco, coloca uma pessoa para nos ajudar quando precisamos, mesmo que essa pessoa não seja a mais apropriada, como foi no meu caso.
Ela sorriu novamente, agarrou o pacotinho de paçoca com alegria e demonstrou entusiasmo, olhando pra mim com aquele semblante cansado, porém aliviado.
- Você tem parentes aqui?
- Sim, minha família mora aqui.
- Você tem sorte. Vim do Peru, tenho quarenta e oito anos, e não tenho marido. Não tenho ninguém, moro só aqui em Belém. É muito ruim quando a gente não tem ninguém, me sinto mal por não ser casada. Deus fez os seres humanos para ficarem juntos, não para ficarem sós. Somos seres humanos, diferentes das pedras, que podem ficar sós. Ora por mim, para eu arrumar um marido que possa me ajudar.
- Certo, vou orar pela senhora.
Ajudei ela a entrar no ônibus, ela me agradeceu novamente, e se foi, rumo a outro bairro. Eu voltei para casa, pensando na situação dela e refletindo sobre as coisas que conversamos. Agora, sempre que vier andando por São Braz, vou me lembrar da peruana, e vou torcer para que ela arrume mesmo um marido. Ou que pelo menos encontre alguém que a faça feliz.
P.S: Não sei se é porque eu sou fã da história, mas esse encontro realmente me lembrou o Pequeno Príncipe quando encontrou o piloto do avião.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um lugar chamado Jurunas

Por Josiele F. S

Banhado pelas águas caudalosas do rio Guáma, O bairro do Jurunas é um dos mais populosos de Belém. Faz fronteira com a Cidade Velha, Batista Campos e Côndor, situado próximo do centro da cidade e também serve de ponte para ribeirinhos vindos das redondezas ou interiores mais distantes para a capital.

A maioria das ruas do lugar tem nomes indígenas como: Apinagés, Gaiapós, Caripunas, Pariquis, Mundurucus, Tambés, Tamóios, Timbiras, Tupinambás esses são alguns exemplos. Uma das maiores de suas maiores vias urbanas é a Avenida Bernardo Sayão (Estrada Nova) que vai da Rua da Marinha até a Universidade Federal do Pará, avenida estreita de engarrafamento constante e agravado por conta do intenso movimento nas dezenas de estâncias e portos situados ao longo da avenida. As principais linhas de ônibus são Arsenal, Cipriano Santos/Pret. Vargas, Ceasa, Ceasa F. Patroni e Cremação Est. Nova.

Em cada esquina do bairro é possível ver no mínimo uma bandeira vermelha sinalizando o comércio de açaí. Por causa do Porto do Açaí nota-se um grande comércio e consumo em torno desse produto tão paraense (Eu considero até tão Jurunense!). Mas, no Porto do Açaí do Jurunas, a venda não é só de açaí, são comercializados os complementos (considerando o açaí o prato principal de alguns moradores) como: farinha de mandioca, peixes, camarões, porco, pato e etc. Os demais artigos chegados do interior são comercializados ali ou seguem para o complexo de abastecimento do Jurunas, ou ainda podem ser negociados ao longo da Rua Engenheiro Fernando Guilhon (Conceição). Destaque para os ribeirinhos e as demais pessoas vindas dos interiores, pois elas abastecem o comércio local além de somarem grande parte da população do lugar.

Nas proximidades dos portos e feiras é possível encontrar inúmeros bares e casas de shows tocando ritmos paraenses que vão desde o Tecno Brega (início da festa) até o Carimbó (geralmente quando está amanhecendo). Carros sons são bem comuns nos fins de semana anunciando festas, funciona como uma espécie de “Agenda Cultural Sonora” e tem bastante efeito.

Quanto a religiões é um bairro bastante eclético e eu diria até sincrético. Possuí diversas igrejas protestantes; católicas como as de Santa Terezinha e Santa Luzia com suas festividades realizadas respectivamente nos meses de setembro e dezembro; vários terreiros de umbanda; Benzedeiras e Centros espíritas.

Jurunas também é a terra de personagens Ilustres da Cidade como ícone do Carimbó Mestre Verequete. Abriga também uma das maiores e melhores escolas de Samba da Capital paraense: Rancho Não Posso Me Amofiná. Tem também o complexo de lazer da Florentina que geralmente promove campeonatos esportivos e festas, sem contar que o bairro lidera com inúmeras aparelhagens, algumas famosas como O Mega Príncipe Negro.

Em fim, o bairro do Jurunas tem tudo que um bairro normal tem: festas, pessoas de bem, problemas de saneamento básico, violência, fofocas, vizinhos legais, olho gordo etc. Mas, como moradora do bairro me sinto privilegiada por que, Jurunas é um bairro onde me sinto perto de tudo e principalmente da beira do rio Guamá!!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Louca e o Caolho

Por Adriano Fernandes

Ela se colocou entre o sol e a mesa amarela de metal, que servia de palco ao jogo de dominó. A sombra projetada pela silhueta enorme confundiu um jogador sobre a quantidade de pontos pretos da peça que acabara de deitar à mesa: terno ou duque? Desviou o olhar, e a encontrou na esquina do vento, mão estendida, mão agarrada no braço enrugado do marido. Ela era uma visão trágica, triste, terrível. Rosto redondo, corpo não cabendo em si mesmo, banhas fugindo entre duas dobras de pele, se escondendo do encobrimento pudico da camisa rota. Ele era ainda pior, o terror em pessoa: cabelos desgrenhados, olho morto de uma semana, apenas um olho, porque o outro jazia há muito fora da órbita. A órbita vazia, silenciosa, dizia tudo. Um casal de uma gorda negra, louca como a noite, riso estúpido e sem dentes, e um velho caolho, quase mudo, sério como o asfalto.

Os jogadores nem ligaram quando o terrível casal de pedintes chegou, eles sempre chegavam, sempre pediam com as mesmas não-palavras. São personagens cotidianos e anônimos que habitam a esquina da Barão de Mamoré com a Mundurucus, no bairro do Guamá, a alguns metros do Hospital Barros Barreto. Do lado de lá, o hospital moribundo, alheio à profissão dos loucos, facilmente ignorava os que, há muito tempo, seriam internados. A mulher negra tinha um cheiro peculiar de quem não se lavava há dias, mas o marido caolho mal ligava para a aparência decrépita da esposa: a acompanhava em cada carro que batia, sisudo e com uma sobriedade desconcertante. E depois de um não seco (a que ela respondia com um sorriso e pedia a deus para que abençoasse a quem lhe tinha negado moedas), ela olhava para o marido já meio envergonhada, e ele tinha fé que na próxima vez eles conseguiriam alguns centavos que fossem. Em sua mudez, lançava, com seu único olho, um olhar de aprovação à mulher, “tudo bem querida, vamos lá”. Eu sempre peguei ônibus ali, onde aquele casal bizarro batia ponto, pedindo, pedindo, pedindo, quase nunca recebendo. Ela sempre me solicitava, numa esperança quase ridícula, “uma moedinha”, numa voz que repercutia mais o inha que qualquer outra coisa, como a tentar derreter meu coração frio. Eu nunca dei nada, não por não ter, mas por não acreditar que realmente os ajudaria dando esmolas. Sempre respondia que não tinha nada sobrando, que meu dinheiro estava contado pro ônibus e ela nunca me pareceu entender. Lançava aquele sorriso sem-graça ao marido, que respondia com uma cara séria de quem diz “Tudo bem, querida, eu continuo te amando”.

E parece que vão continuar se amando, do jeito deles, assim como que pedindo moedas, e pedindo vão ficar pra sempre. É a única coisa que lhes sobrou nesse mundo, mundo que eles não entendem e que não os entende. E o mundo parece precisar mais deles, que eles do mundo. Eles sem o Guamá que lhes serve de cenário, serão sempre o casal de loucos de quem os motoristas terão que desviar pelo inconveniente de um derramamento de sangue, mas que a despeito disso, continuará junto; o Guamá sem os personagens que constituem sua identidade urbana, se torna um vazio assintomático, uma história sem tragédia ou sem paixões, que não encantará mais ninguém com seu teatro de vícios, e não servirá mais de mote para o cronista despreocupado. Virará um estacionamento.

sábado, 24 de maio de 2008

O ônibus que desafia Einstein

Por KACS

Pelo que me lembro da física moderna que estudei no Ensino Médio, quanto mais próximo um corpo chega da velocidade da luz, menor fica o seu comprimento e mais lentamente o tempo passa para ele. Não parem de ler! Calma, essa não é uma daquelas aulas de física chatas nas quais você fingia prestar atenção quando na verdade pensava coisas do tipo: “o Shikamaru (do desenho Naruto) é tão inteligente, mas é tão folgado e preguiçoso. Ele é meu herói!” (O que foi? Nenhum de vocês pensava coisas assim? Nossa ... eu devo ter problemas).

Enfim, isto não é um texto sobre física (ufa!), mas um texto sobre a linha de ônibus “Júlia Seffer-Cidade Nova” e alguns de seus mistérios, que intrigariam os aplicados estudantes de física da federal, se eles tivessem tempo de ler esse blog no intervalo de tempo entre seus importantes experimentos científicos, como passar horas e horas estudando uma bolinha caindo no chão (eles dizem que quem faz isso são os estudantes de matemática, mas, de qualquer forma, espero que nenhum de nossos “cientistas” se ofenda com o comentário).

Voltando ao suposto assunto desse texto, há basicamente dois mistérios acerca do dito ônibus.

Mistério n° 1: “A Dilatação do Espaço Percorrido (apesar da velocidade ridiculamente inferior à da luz)”. Explicando: enquanto é possível chegar à Cidade Nova, de carro, saindo do Júlia Seffer, em 10 minutos, de ônibus a viagem pode durar mais de uma hora! O ônibus passa por lugares exóticos cuja existência era ignorada por muitos até fazerem essa viagem. A trajetória inclui estradas (ruins), igarapés e muito, mas muito, mato... Por mais bizarro que pareça, o trajeto inclui até mansões! É sério! Eu não estou brincando.

Mistério n° 2: “A Dilatação (seguida de súbita contração) Do Espaço Intra-Veícular”.
O “Júlia Seffer-Cidade Nova” é um meio de locomoção compacto (eufemismo barato para ridiculamente minúsculo), mas há pouco tempo atrás fizeram a experiência de colocar ônibus de grande porte nessa linha. Ah! Que época maravilhosa! A rara lotação quase compensava a meia hora ou mais gasta esperando o ônibus na parada. Mas (e sempre tem um “mas”), passado algum tempo... tiraram os ônibus grandes e colocaram de novo aqueles pseudo-veículos nas ruas... só para acabar com a minha alegria... Odeio quando as grandes empresas trabalham para acabar com a minha alegria... Acho que todo mundo odeia isso...

Bem, o texto já ficou muito grande e eu estou com preguiça de continuar, então por enquanto é só. Mas em breve voltarei com meus relatos sobre esse interessante (para não dizer esquisito) lugar em que moro.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Entre as margens do rio ... um infinito ...


Por Taion Almeida

De um lado um agitado centro urbano, o maior da região amazônica com mais de 2 milhões de habitantes e um estrutura urbana que o aproxima de outros grandes centros do país e mundo afora. Agitação e vida corrida. Perigos, oportunidades, violência e êxtase ...

Enquanto isso, a apenas 15 minutos do agitado centro da cidade se encontra a pacata e bucólica Ilha do Combu. A vida na ilha do Combu se parece muito com o ideal clássico do caboclinho ribeirinho que mora ás margens do rio, tirando seu sustento do rio e suas margens e vivendo uma vida regulada pelo tempo natural ... sem os holofotes e demais marcas da modernidade que mediam a vida dos moradores de Belém.

Apenas 15 minutos entre as diferentes margens separam esse infinito de diferença, que parecem viver épocas diferentes ao mesmo tempo, em espaço muito próximo.
Neste pequeno documentário você pode ver por si mesmo essa dualidade curiosa que vive a cidade de belém que vive no limiar da tradição e da modernidade.



"Entre o rio e a margem ... o infitino" - João de Jesus Paes Loureiro

Mudando de Opinião




Roteiro e desenhos: Andreza Vasconcelos







sábado, 8 de março de 2008

Belém e o bairro do Marco

Por Erlesson Ribeiro

Dizem por aí que o bairro do Marco é, agora, bairro de gente rica. Devo discordar dessa idéia (Eu moro lá, e em uma passagem!), o que acontece é que o bairro vem sofrendo uma constante valorização imobiliária, devido principalmente a uma política de embelezamento adotada pelo governo.

Por exemplo, veja a Avenida Duque de Caxias, que é quase passagem obrigatória para o Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, e também para o , que é um dos principais Aeroporto Internacional Val-de-Cães portões do Portal da Amazônia. Imagine-se sendo desses lugares aonde as pessoas acham que Belém do Pará não passa de uma aldeia indígena, ou uma vila cercada por mato e, como dizem alguns, “com jacarés andando ao lado das pessoas”. Você chega e fica logo boquiaberto porque Belém tem um aeroporto! E ainda tem toda uma estrutura. Inclusive tem um Bob’s! Você vai pegar um táxi (“olha, tem carros!”) e durante o caminho vai admirando os prédios um tanto altos, as ruas asfaltadas e depois dá de cara, primeiro com uma construção feita de vidro belga (o mais caro do mundo) e logo em seguida com uma avenida enorme toda bem cuidada com um gramado legal no meio fio – aonde a galera bate uma bola. Você vai voltar sempre e até dizer aos seus amigos o quanto Belém é linda... A menos que você tenha feito um tour completo pela cidade... Mas dizem que a primeira impressão é a que conta. Ainda bem que você viu primeiro o Hangar e a Duque.

Acho que por toda Belém deveria haver um aeroporto internacional e um centro de convenções feito de vidro belga. Quem sabe o governo embelezaria tudo também. Ruas asfaltadas, semáforos legais, sinalização adequada, meio fio para se jogar bola... Enfim, seria a cidade dos sonhos.

Enquanto Belém não se torna essa cidade utópica, eu fico feliz por passar todo dia pela Duque, atravessando a faixa de pedestres na frente dos apressados motoristas para ir até a parada de ônibus. Só espero que toda essa valorização do Marco não aumente o preço do meu aluguel, porque ainda nem juntei dinheiro pra comprar uma mala com rodinhas na Yamada... Se bem que a bagagem da minha mudança deve caber no bolso de trás da calça.

 
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