O que é melhor em Belém?? (...e adjacências)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

TERRA FIRME: UM BAIRRO DE VALORES

Por Jeniffer Trindade

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o bairro da Terra Firme não é somente constituído por bandidos que perseguem sem cansaço os moradores e os “visitantes” que por ali passam, para levar tudo que a pessoa tenha, sendo de valor considerável ou não.

Eu, Jeniffer sou moradora de lá e sei que assim como bandidos, lá existem pessoas com valores de pensamento, de atitudes que se movimentam e se reúnem para tentar mudar essa realidade que assombra o bairro onde eu moro. As Igrejas apresentam esse tipo de movimentação para mostrar aos jovens as diversas oportunidades que de engajamento que lá eles poderão encontrar.

Como exemplo da não marginalização do bairro podemos citar alguns projetos que lá existem: O Projeto Bom de Bola, Bom de Escola coordenado pelo morador Derí Silva é um deles. Este projeto tem por finalidade estimular aos seus participantes, que são alunos geralmente provenientes de escola pública com faixa etária de mais ou menos 6 até 16 anos ao maior interesse pela escola, já que somente com boas notas eles serão mantidos no projeto.


Outro que também pode ser citado é o Projeto Jovem do Amanhã. O objetivo deste é mostrar aos jovens, que dele participa, uma visão mais ampla do mundo, mostrando ensinando a eles os vários tipos de orientação sexual, por exemplo. Eles organizam palestras para pessoas que não fazem parte do grupo e assim vão levando e tentando mostrar que o caminho da marginalidade não é a única solução para quem não tem oportunidades de trabalho e de engajamento na comunidade!

Dentre outras coisas é isso, não só o bairro da Terra Firme que enfrenta essa realidade e com certeza em todos eles existem pessoas que se movimentam para fazer a diferença.

Um Bairro Que Ensina Cidadania

Por Kamilla Santos

Quando alguém fala do bairro do Benguí, muitos logo pensam: ”me rouba!”, e certamente é para contar sobre alguém que morreu ou foi assaltado naquela área, e por causa disso muitos concluem que o Benguí é somente violência. Mas você já parou pra pensar que há gente lá dentro que procura fazer o bem? Que mesmo com toda dificuldade tenta mudar essa realidade?

No Benguí, apesar de toda àquela violência, existe um Órgão Não Governamental (ONG) denominado “Mulekada Cidadã, encabeçada pelo senhor Edson Antônio – o famoso Totó – e conta com a ajuda de muitos jovens que se dispoem a ajudar, eu mesma já fiz parte deste grupo. Esta ONG tem por objetivo principal retirar crianças e adolescentes das ruas e ocupá-las com atividades que os afastem o máximo das drogas, das armas de fogo e de todas as pessoas que possam gerir má influência. Este objetivo é muito difícil de ser alcançado, já que a realidade daquele lugar é bem diferente, pois não é nada fácil retirar crianças e adolescentes das ruas num lugar que é popularizado pelo alto índice de violência.

A “Mulekada”, como são chamadas as crianças e os adolescentes, aprendem a trabalhar em grupo, ajudar uns aos outros e respeitar ao próximo além de aprenderem a exercer seus direitos e deveres. Os adolescentes são incentivados a trabalharem através de oficinas e cursos profissionalizantes que lá são apresentados a eles (muitos por patrocinadores particulares, pois já que é uma ONG, não tem ajuda do governo e depende muito da ajuda de outras pessoas). Para as crianças mais carentes são doados roupas, sapatos e alimentos (estes também dependem de ajuda. Se você quiser e puder ajudar basta nos responder ou enviar a proposta para o e-mail: kakausantos16@yahoo.com.br). A única exigência feita pelos responsáveis da ONG é que as crianças não fujam da escola e tirem notas boas.

Em fins de semana e mês de férias as crianças fazem excursão pelo nosso Estado conhecendo pontos turísticos e lugares diferentes, além de doação de brinquedos em datas comemorativas.Tudo para tentar reduzir a criminalidade naquele bairro e ajudar essas crianças a terem ao menos uma boa oportunidade, ensinando-as que não é roubando ou matando outras pessoas que se cresce na vida.

Se você quiser conhecer mais sobre o projeto basta chegar lá no Benguí e visitar.

Conjunto Maguari - As variadas faces da terra do nunca

Por Juliana dos Santos

Em meio a riquezas culturais, ideológicas e naturais que envolvem a realidade da cidade na qual vivemos, aos nossos olhos passam despercebidas diferentes histórias, tradições, reivindicações e satisfações que são pequenas realidades que quando unidas formam um todo, nem sempre por nós observada com a devida cautela, mas simplesmente generalizada e influenciada pela visão de terceiros. Tais realidades começam a se formar em bairros, como o pacato e contraditório conjunto Maguari, um bairro periférico de Belém, dividido em alamedas e localizado próximo de Icoaraci.

Tal bairro não é tão grande, nem tão movimentado, nem tão conhecido dependendo do ângulo que se olha. Muitos esquecem que ele faz parte da grande Belém. Tal amnésia chega aos governantes que fazem questão de esquecer as necessidades da população que no mesmo vive. Mas, antes de falar disso é importante sabermos que socialmente e em termos de infra-estrutura temos três “maguaris”: o Maguari elitizado, formado por pessoas que residem nas primeiras alamedas com grandes e luxuosas casas, todas com carros na garagem, que habitam num mesmo bairro onde a fome e o descaso é vizinha da pujança e superficialidades. Temos também o “maguari dos regularmente assalariados”, que em meio á dificuldades conseguem sobreviver no dia-a-dia com muito esforço e trabalho – os mesmos tem como morador mais próximo o receio – esses moram nas demais alamedas e muitos convivem com o medo de perder sua moradia visto as mesmas não serem quitadas pela caixa, são pessoas que ao buscarem uma moradia fixa foram enganadas ou conscientemente se utilizaram de compras sem garantias nenhumas podendo a qualquer momento serem despejadas do lugar onde residem. Por último temos o “maguari das invasões”, são locais sem saneamento básico, onde as pessoas tem como vizinhos os ratos que são resultado do intenso esgoto de todas as alamedas lá despejado. Como resultado as crianças são as que mais padecem, lotando o posto médico, localizado na alameda 15, que as vezes funciona e as vezes não, sendo que as pessoas não podem adoecer em feriados ou fins de semana, pois o posto se mantém fechado.

Os políticos quase nunca se lembram deste remoto espaço da cidade, não asfaltando ruas a não ser em época de eleição na qual passam piche, que é uma fina camada de um líquido preto colocado na primeira fase do asfaltamento das ruas, nas ruas tentando ludibriar a sociedade almejando votos. Assim permitem que as pessoas vivem em verdadeiros “manguezais”, pois lama tem só faltam os caranguejos, que muitas vezes são representados pelos moradores que pela pouquíssima politização andam pra trás na defesa dos seus direitos.

A falta de ônibus é outra reivindicação constante. Tentando camuflar a realidade renovam a frota, mas não aumentam a quantidade de ônibus circulando. Talvez a população fique feliz demais para perceber afinal nunca fazem nada e quando fazem alguma coisa sentem que um favor foi concedido!

Quando se fala em violência o Maguari é bastante conhecido, pois constantemente a imprensa propaga algum acontecimento violento que nele se deu, mas não dizem que tais coisas ocorrem com maior facilidade porque o único Pm Box existente praticamente não funciona e não há um eficaz policiamento! Visando dar uma assistência para a população que habita essa localidade, principalmente jovens auxiliando para que esses mesmos se afastem da marginalidade, são criados alguns projetos sociais como o projeto “Açaí com Amor”, desenvolvido por uma escola particular da região, que visa formar melhores pessoas e por conseguinte cidadãos a partir da união entre cidadania e esporte. Tal projeto tem sido o mais expressivo do bairro na área social, mesmo assim ainda é do desconhecimento de muitos, pois não há projetos sociais verdadeiramente engajados e que envolvam toda a sociedade.

ovimento criado visando defender os interesses dos moradores e que luta por respostas para grande parte das reivindicaçosNa área política tem-se a representação política do Maguari o “Emojam”, que é um movimento criado visando defender os interesses dos moradores e que luta por respostas para grande parte das reivindicações acima descritas. A sociedade é quem se responsabiliza por eleger os membros do movimento, nem todos votam, até porque muitos não sabem da existência do movimento e outros quando sabem não se interessam, por isso se a situação está difícil, em parte a população tem contribuído para isso, pois nada se faz para se politizar e lutar por seus direitos!

É importante ressaltar que quando se fala em política em tal conjunto há um nome a se destacar, a deputada Nilda Paula que vez ou outra resolve pequenos problemas, populariza-se fazendo a alegria de crianças com a distribuição de bombons e brindes nos dias das mesmas. No natal auxilia a população com alguns projetos temporários, visando proporcionar um fim de ano mais digno para uma parcela da sociedade, mas ainda não é política suficiente para atender os anseios da sociedade.

Em meio a tantos problemas o que se destaca é o clima interiorano, que mesmo com a crescente modernização no bairro tem prevalecido. O individualismo característico capitalista ainda não foi forte o suficiente para romper o interiorano costume de preocupar-se e ter laços de amizade com os vizinhos e conhecer a todos nem que seja de vista. É essa harmonia no convívio social que faz valer a pena no referido conjunto viver, mesmo com tantas dificuldades na hora de jogar bola nas arenas, de tomar banho no rio Maguari, de freqüentar as igrejas locais... As diversidades desapareceram, as diferenças de classe são ignoradas e o que predomina é a política da boa vizinhança.

Em suma, o conjunto Maguari é a própria terra do nunca, onde a população quase nunca vê ações efetivas e a maioria dos governantes agem como se os reclamos da população nunca tivessem existido. Que me perdoe Peter Pan, mas se continuar assim os meninos perdidos passarão a efetivar sua morada aqui ...

A Vila Encantada

Por Renata Simões Fernandes

Posso apostar que muitas pessoas nunca ouviram falar, ou conhecem apenas pelo nome, a Vila dos Cabanos, um bairro do município de Barcarena, localizado aproximadamente a 100km de Belém. A vila foi criada por volta da década de 80 para abrigar todos os funcionários e familiares das empresas ALBRAS e ALUNORTE, ambas pertencentes a VALE, antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Cresci junto com o seu desenvolvimento, acompanhando todas as transformações que ocorreram e que ainda ocorrem.

A vila, nos seus primeiros anos, era dotada de toda uma infra-estrutura básica e com apenas um estabelecimento de cada vertente do comércio (só um açougue, só uma padaria, só um supermercado, só um ambulatório... entre outros). A maioria das ruas não era asfaltada, a área verde era abundante, as casas eram todas iguais e sem muros. O acesso a Belém era muito difícil, resumindo-se a balsas e barcos. A vila é um ótimo lugar para quem é criativo, sabe e gosta de fazer a sua própria diversão. A infância nesse lugar é mágica! Durante a minha eu aproveitei e brinquei muito de diversas coisas, como: garrafão, esconde-esconde, polícia e ladrão, amarelinha, trilha... A maior vantagem que se tinha na época era o baixo índice de criminalidade. Livres desse tipo de preocupação as crianças podiam aproveitar melhor o espaço, como as ruas, estabelecimentos diversos e matas para sua diversão.

Sem tardança todas as ruas foram asfaltadas. Com o passar do tempo, junto com a crescente imigração, as casas começaram a ser reformadas e foram construídas outras, diferentes. Foi construída a Alça Viária, rodovia que liga Belém á Vila dos Cabanos. Vários novos estabelecimentos surgiram. Muros começaram a ser levantados pela chegada da criminalidade e a área verde começou a diminuir... Podia-se bater papo com os amigos até altas horas da noite observando o céu estrelado deitado na rua e até acampar na mata atrás da casa de uma amiga. Infelizmente, pela sua grande expansão acompanhada pelo alto crescimento da criminalidade, hoje devemos ter mais cautela em relação a essas coisas.

Passeando hoje pela vila encontraremos o Cabana Clube, clube que possui uma das melhores equipes de natação do estado e conta em sua infra-estrutura com parquinho, restaurante, academia, espaços para shows e eventos entre outras facilidades. Uma outra área de lazer e atração turística que podemos visitar é a famosa praia do Caripi, praia de água doce com marés e ondas. Se estiveres procurando um restaurante, aconselharia você visitar o excelente Clube 1, todos os pratos deste estabelecimento são maravilhosos! Já de noite você pode ir para a praça da matriz, localizada na frente da Igreja de São José, um ótimo lugar onde muito adolescentes e adultos encontram seus amigos para bater um bom papo, comer um bom lanche e para dar uma boa namorada também. Uma outra opção para a “night” é a nova chopperia Ponto Mix, com um ambiente super agradável. Se você preferir um lugar mais tranqüilo vá para a lanchonete e pizzaria Lisboa e delicie-se com suas pizzas.

A vila é um lugar encantado, mas somente para aqueles que tem uma certa visão e sabem valorizá-la. Se eu fosse você, não perderia tempo e conheceria esse mundo encantado.

O Umarizal É A Doca

Por Édipo Queiroz


Um dos Bairros mais urbanizados de Belém, vejam só, tem seu nome derivado de um fruto silvestre.


Ontem e hoje o Umarizal é o reduto da boemia paraense, congregando os points mais badalados de Belém, sobretudo na doca. A Doca marcada pelo ritmo alucinante das grandes cidades, mas que coexiste com uma maneira mesmo tempo boêmia e saudável de viver, como podemos observar nos bares espalhados pela avenida e as pessoas que caminham e correm nas calçadas, parecendo alheias ao ritmo frenético dos ônibus, carros e pessoas apressadas.


Apesar da avenida atravessar um processo intenso de urbanização, que alterou e vem alterando a paisagem vertiginosamente, o bairro ainda conserva resquícios da identidade de quando a Doca ainda era uma área ribeirinha. Isso talvez explique o modo de relacionamento das pessoas.

O Umarizal é o lugar onde pessoas bebem, passeiam, correm e vêem o rio. Enfim, vivam o lugar mais lindo e charmoso de Belém que consegue aliar como nenhum outro modernidade e tradição.

A Doca É Chique?

Roteiro e Desenhos - Andreza Vasconcelos

Tal Pai ...

Charge - Rafael Chaves

Com vocês, o Guamá

Texto - Paola Caracciollo
Charges - Rafael Chaves


Quando se fala no bairro do Guamá, a primeira palavra da qual todos se lembram é: “Assalto”, ou então: Miséria, pobreza. A face que é passada para a maioria das pessoas é que o bairro é violento, e está abandonado pelas autoridades. Mas o Guamá não tem só isso. Apesar do alto índice de criminalidade e das poucas expectativas de um futuro melhor para a população, há também o lado bom que poucas pessoas conhecem, e acabam tendo um pré-julgamento do local.


É verdade que é uma região violenta, há mesmo muita pobreza, pois sabemos que não há oportunidade para todos no mercado de trabalho, principalmente para uma população de baixa escolaridade e renda, que não possuem condições de colocar os filhos na escola. Na maioria das vezes, essas crianças caem no mundo do crime. Mas vejamos pelo lado bom. Há várias associações de moradores, como a Associação Comunitária do Bairro do Guamá, que há 38 anos promove ações sociais no local. A população também conta com o trabalho de várias outras comunidades solidárias e o trabalho de religiosos, que saem pelas ruas tentando amenizar os efeitos da dura realidade que o povo vive.

No bairro também se localiza a nossa querida Universidade Federal do Pará, que conta com hospitais como o Betina Ferro e o Barros Barreto, além de possuir vários outros projetos universitários, os quais atendem grande parte da população guamaense, e de várias outras localidades. Também temos a UFRA que possui vários projetos de pesquisa beneficiando muita gente.

Não podemos esquecer, claro, do rio que dá nome ao nosso amado bairrinho. O rio Guamá é um dos rios que forma a Baía do Guajará, constituindo a orla da cidade de Belém, revelando belezas naturais em meio ao ambiente urbano. Também há o famosíssimo igarapé do Tucunduba que deságua no rio Guamá, o qual infelizmente está abandonado e onde é comum vermos crianças tomando banho junto ao lixo que é jogado no local, pois há poucas alternativas de lazer para a população local.

Então, podemos ver que o Guamá não tem apenas o lado obscuro da violência, mas contém vários organismos de ajuda à população, que apesar do abandono consegue enfrentar as dificuldades e viver dignamente, além das várias belezas naturais que mesmo com o desleixo das autoridades, ainda ajudam à enfeitar a orla de Belém. Então, antes de fazer qualquer julgamento sobre o nosso bairro, veja o outro lado da moeda! O Guamá é único, gente!

A Vida, O Julia Seffer, E Tudo Mais

Por KACS

O Júlia Seffer não é um bairro e ele também não fica em Belém, mas isso não o torna menos especial ou inferior àqueles bairros famosos da “capital da Amazônia” (que as pessoas de Manaus não leiam isso. Pensando melhor, que leiam e admitam que é verdade).

Ele pode não aparecer tanto na mídia como certos bairros belemenses “emocionantes”, por assim dizer, mas ele preserva aquele charme que só os lugares afastados, escondidos e que a maioria das pessoas não sabe que existem podem possuir.

Antes de tudo, seria bom situar o Júlia no mapa. Ele fica na cidade de Ananindeua, no estado do Pará, no Brasil, num planetinha da região mais brega da borda ocidental da galáxia (acho que já ficou mais do que óbvio que eu adoro os livros do Douglas Adams. Estou fugindo do assunto, não é? Desculpem).

Bem, chega de enrolação e vamos ao que interessa. O conjunto Júlia Seffer é um grande lugar... calma , isso não é bairrismo ufanista – isso existe ou acabei de inventar? Droga, estou fugindo do assunto de novo.- o fato é que o lugar é imenso, com várias casas com quintais grandes e bosques que podem na verdade ser quintais que fugiram ao controle. O que mais pode ser dito? As ruas não têm nomes, mas números, e, há muito tempo atrás, as casas costumavam seguir o mesmo padrão (algumas agora parecem estupendas mansões de 2 andares com muros altos devido ao status, ou devido aos assaltantes e pivetes, o que é mais provável).

Terminando, mas não concluindo, o Júlia é um lugar legal, e quem diz o contrário não o conhece bem, ou quem sabe o conheça bem até demais.

Praça Bruno de Menezes – São Brás

Por Zek Nascimento

Moro desde 2004 numa pracinha chamada Bruno de Menezes no bairro de São Brás. Este bairro é muito conhecido por ser um portal de entrada da cidade de Belém, pra quem vem de “busão” do interior ou de outros Estados, pois é onde funciona o Terminal Rodoviário de Belém. E também por existir aqui um complexo arquitetônico formado pela antiga Estação de Ferro de Bragança, pela enorme estrutura de ferro da Caixa D´água, em estilo eclético e art nouveau, e também o Memorial Magalhães Barata (mais conhecido como o “Chapéu do Barata”) em estilo mais contemporâneo.

Porém existe aquela pracinha desconhecida que fica mais ao interior do bairro, que homenageia o escritor paraense, famoso pela obra “Batuque”, onde faz muita referência à cultura africana, principalmente à religião. O interessante é que no entorno da praça existem várias casas onde é cultivada a religiosidade afro, em formas de “terreiros de macumba”, e coisas do gênero. Essa relação pode ser somente uma casualidade, mas é no mínimo curioso.

 
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