O que é melhor em Belém?? (...e adjacências)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Entre as margens do rio ... um infinito ...


Por Taion Almeida

De um lado um agitado centro urbano, o maior da região amazônica com mais de 2 milhões de habitantes e um estrutura urbana que o aproxima de outros grandes centros do país e mundo afora. Agitação e vida corrida. Perigos, oportunidades, violência e êxtase ...

Enquanto isso, a apenas 15 minutos do agitado centro da cidade se encontra a pacata e bucólica Ilha do Combu. A vida na ilha do Combu se parece muito com o ideal clássico do caboclinho ribeirinho que mora ás margens do rio, tirando seu sustento do rio e suas margens e vivendo uma vida regulada pelo tempo natural ... sem os holofotes e demais marcas da modernidade que mediam a vida dos moradores de Belém.

Apenas 15 minutos entre as diferentes margens separam esse infinito de diferença, que parecem viver épocas diferentes ao mesmo tempo, em espaço muito próximo.
Neste pequeno documentário você pode ver por si mesmo essa dualidade curiosa que vive a cidade de belém que vive no limiar da tradição e da modernidade.



"Entre o rio e a margem ... o infitino" - João de Jesus Paes Loureiro

Mudando de Opinião




Roteiro e desenhos: Andreza Vasconcelos







sábado, 8 de março de 2008

Belém e o bairro do Marco

Por Erlesson Ribeiro

Dizem por aí que o bairro do Marco é, agora, bairro de gente rica. Devo discordar dessa idéia (Eu moro lá, e em uma passagem!), o que acontece é que o bairro vem sofrendo uma constante valorização imobiliária, devido principalmente a uma política de embelezamento adotada pelo governo.

Por exemplo, veja a Avenida Duque de Caxias, que é quase passagem obrigatória para o Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, e também para o , que é um dos principais Aeroporto Internacional Val-de-Cães portões do Portal da Amazônia. Imagine-se sendo desses lugares aonde as pessoas acham que Belém do Pará não passa de uma aldeia indígena, ou uma vila cercada por mato e, como dizem alguns, “com jacarés andando ao lado das pessoas”. Você chega e fica logo boquiaberto porque Belém tem um aeroporto! E ainda tem toda uma estrutura. Inclusive tem um Bob’s! Você vai pegar um táxi (“olha, tem carros!”) e durante o caminho vai admirando os prédios um tanto altos, as ruas asfaltadas e depois dá de cara, primeiro com uma construção feita de vidro belga (o mais caro do mundo) e logo em seguida com uma avenida enorme toda bem cuidada com um gramado legal no meio fio – aonde a galera bate uma bola. Você vai voltar sempre e até dizer aos seus amigos o quanto Belém é linda... A menos que você tenha feito um tour completo pela cidade... Mas dizem que a primeira impressão é a que conta. Ainda bem que você viu primeiro o Hangar e a Duque.

Acho que por toda Belém deveria haver um aeroporto internacional e um centro de convenções feito de vidro belga. Quem sabe o governo embelezaria tudo também. Ruas asfaltadas, semáforos legais, sinalização adequada, meio fio para se jogar bola... Enfim, seria a cidade dos sonhos.

Enquanto Belém não se torna essa cidade utópica, eu fico feliz por passar todo dia pela Duque, atravessando a faixa de pedestres na frente dos apressados motoristas para ir até a parada de ônibus. Só espero que toda essa valorização do Marco não aumente o preço do meu aluguel, porque ainda nem juntei dinheiro pra comprar uma mala com rodinhas na Yamada... Se bem que a bagagem da minha mudança deve caber no bolso de trás da calça.

 
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