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sábado, 24 de maio de 2008

O ônibus que desafia Einstein

Por KACS

Pelo que me lembro da física moderna que estudei no Ensino Médio, quanto mais próximo um corpo chega da velocidade da luz, menor fica o seu comprimento e mais lentamente o tempo passa para ele. Não parem de ler! Calma, essa não é uma daquelas aulas de física chatas nas quais você fingia prestar atenção quando na verdade pensava coisas do tipo: “o Shikamaru (do desenho Naruto) é tão inteligente, mas é tão folgado e preguiçoso. Ele é meu herói!” (O que foi? Nenhum de vocês pensava coisas assim? Nossa ... eu devo ter problemas).

Enfim, isto não é um texto sobre física (ufa!), mas um texto sobre a linha de ônibus “Júlia Seffer-Cidade Nova” e alguns de seus mistérios, que intrigariam os aplicados estudantes de física da federal, se eles tivessem tempo de ler esse blog no intervalo de tempo entre seus importantes experimentos científicos, como passar horas e horas estudando uma bolinha caindo no chão (eles dizem que quem faz isso são os estudantes de matemática, mas, de qualquer forma, espero que nenhum de nossos “cientistas” se ofenda com o comentário).

Voltando ao suposto assunto desse texto, há basicamente dois mistérios acerca do dito ônibus.

Mistério n° 1: “A Dilatação do Espaço Percorrido (apesar da velocidade ridiculamente inferior à da luz)”. Explicando: enquanto é possível chegar à Cidade Nova, de carro, saindo do Júlia Seffer, em 10 minutos, de ônibus a viagem pode durar mais de uma hora! O ônibus passa por lugares exóticos cuja existência era ignorada por muitos até fazerem essa viagem. A trajetória inclui estradas (ruins), igarapés e muito, mas muito, mato... Por mais bizarro que pareça, o trajeto inclui até mansões! É sério! Eu não estou brincando.

Mistério n° 2: “A Dilatação (seguida de súbita contração) Do Espaço Intra-Veícular”.
O “Júlia Seffer-Cidade Nova” é um meio de locomoção compacto (eufemismo barato para ridiculamente minúsculo), mas há pouco tempo atrás fizeram a experiência de colocar ônibus de grande porte nessa linha. Ah! Que época maravilhosa! A rara lotação quase compensava a meia hora ou mais gasta esperando o ônibus na parada. Mas (e sempre tem um “mas”), passado algum tempo... tiraram os ônibus grandes e colocaram de novo aqueles pseudo-veículos nas ruas... só para acabar com a minha alegria... Odeio quando as grandes empresas trabalham para acabar com a minha alegria... Acho que todo mundo odeia isso...

Bem, o texto já ficou muito grande e eu estou com preguiça de continuar, então por enquanto é só. Mas em breve voltarei com meus relatos sobre esse interessante (para não dizer esquisito) lugar em que moro.

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