Por Josiele F. SBanhado pelas águas caudalosas do rio Guáma, O bairro do Jurunas é um dos mais populosos de Belém. Faz fronteira com a Cidade Velha, Batista Campos e Côndor, situado próximo do centro da cidade e também serve de ponte para ribeirinhos vindos das redondezas ou interiores mais distantes para a capital.
A maioria das ruas do lugar tem nomes indígenas como: Apinagés, Gaiapós, Caripunas, Pariquis, Mundurucus, Tambés, Tamóios, Timbiras, Tupinambás esses são alguns exemplos. Uma das maiores de suas maiores vias urbanas é a Avenida Bernardo Sayão (Estrada Nova) que vai da Rua da Marinha até a Universidade Federal do Pará, avenida estreita de engarrafamento constante e agravado por conta do intenso movimento nas dezenas de estâncias e portos situados ao longo da avenida. As principais linhas de ônibus são Arsenal, Cipriano Santos/Pret. Vargas, Ceasa, Ceasa F. Patroni e Cremação Est. Nova.
Em cada esquina do bairro é possível ver no mínimo uma bandeira vermelha sinalizando o comércio de açaí. Por causa do Porto do Açaí nota-se um grande comércio e consumo em torno desse produto tão paraense (Eu considero até tão Jurunense!). Mas, no Porto do Açaí do Jurunas, a venda não é só de açaí, são comercializados os complementos (considerando o açaí o prato principal de alguns moradores) como: farinha de mandioca, peixes, camarões, porco, pato e etc. Os demais artigos chegados do interior são comercializados ali ou seguem para o complexo de abastecimento do Jurunas, ou ainda podem ser negociados ao longo da Rua Engenheiro Fernando Guilhon (Conceição). Destaque para os ribeirinhos e as demais pessoas vindas dos interiores, pois elas abastecem o comércio local além de somarem grande parte da população do lugar.
Nas proximidades dos portos e feiras é possível encontrar inúmeros bares e casas de shows tocando ritmos paraenses que vão desde o Tecno Brega (início da festa) até o Carimbó (geralmente quando está amanhecendo). Carros sons são bem comuns nos fins de semana anunciando festas, funciona como uma espécie de “Agenda Cultural Sonora” e tem bastante efeito.
Quanto a religiões é um bairro bastante eclético e eu diria até sincrético. Possuí diversas igrejas protestantes; católicas como as de Santa Terezinha e Santa Luzia com suas festividades realizadas respectivamente nos meses de setembro e dezembro; vários terreiros de umbanda; Benzedeiras e Centros espíritas.
Jurunas também é a terra de personagens Ilustres da Cidade como ícone do Carimbó Mestre Verequete. Abriga também uma das maiores e melhores escolas de Samba da Capital paraense: Rancho Não Posso Me Amofiná. Tem também o complexo de lazer da Florentina que geralmente promove campeonatos esportivos e festas, sem contar que o bairro lidera com inúmeras aparelhagens, algumas famosas como O Mega Príncipe Negro.
Em fim, o bairro do Jurunas tem tudo que um bairro normal tem: festas, pessoas de bem, problemas de saneamento básico, violência, fofocas, vizinhos legais, olho gordo etc. Mas, como moradora do bairro me sinto privilegiada por que, Jurunas é um bairro onde me sinto perto de tudo e principalmente da beira do rio Guamá!!!